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terça-feira, 12 de junho de 2012

Notas

Ricardo: Mais uma bela atuação do jovem goleiro alvinegro. Seria facilmente o titular alvinegro, não fosse a presença de Wilson no time. Nota 9.

Pablo: Até que vinha fazendo uma boa atuação (dentro dos seus limites), porém cometeu uma falha tola e possibilitou a expulsão do Sandro. Nota 5.

João Paulo: Boa atuação que o credencia para voltar a ser titular do time ao lado do argentino Canutto. Nota 8.

Sandro: Não fazia uma atuação de todo o ruim, porém teve que sacrificar-se e ser expulso para evitar o gol adversário. Nota 6. 

Guilherme: Voltou a atuar de forma tímida. Teve alguns bons lances, mas nada de muito destaque. Nota 6,5.

Ygor: Atuação segura, porém sem muitos diferenciais. Nota 6,5.

Túlio: Atuação mais discreta do que nas partidas anteriores. Nota 6,5.

Jackson: Atuou durante o pior momento do time e fora de posição. Na marcação se destaca, mas precisa aprimorar o jogo com a bola no pé. Nota 6.

Ronny: Mais uma vez ficou perdido em campo, não sabe se ataca ou defende. Nota 5,5.

J. César: Um pouco apagado, mas é visível a melhora física e, consequentemente, técnica. Quando jogou no meio-campo foi útil ao time e auxiliou na distribuição do jogo. Nota 6,5.

Caio: Confundiu-se muito ao lado do Aloísio, os dois buscavam muito o gol e esqueceram da coletividade. Nota 6.

Luis Fernando: Deu outra cara ao time, que passou a jogar com a bola no chão e buscando mais o passe. Ainda falta qualidade no domínio de bola e nos lançamentos. Nota 7.

Aloísio: Mesmo problema do Caio, foi demasiadamente "fominha" e desperdiçou boas chances que poderiam definir o placar da partida.

Coutinho: Pouco apareceu para o jogo, entrou para cumprir função tática e a fez. Sem nota.

Argel: Errou nos 11 iniciais e teve humildade para corrigir durante a partida. Precisa aprimorar os treinamentos táticos, visto que muitos jogadores estão perdidos em campo, sem função alguma. Nota 6.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Jogo péssimo, resultado bom.

Como previsto na postagem anterior (Voltando...), era previsível que, através da escalação, a atuação do Figueirense não seria boa. 


E assim sucedeu o primeiro tempo. Um time sem criatividade, burocrático, sem saída de bola e com pouca inspiração; foi assim que o Furacão do Estreito soprou fraco contra um Corinthians fraco e sem objetividade, com foco claro na Libertadores.


O Figueirense estava claramente deficiente por culpa de um meio-campo muito guerreiro e pouco inteligente. A entrada do bom volante Jackson não ajudou o time. Apesar do jogador ter demonstrado a boa qualidade já apresentada no ano passado, este não possui características de armação do jogo.

Restou para o Túlio armar o jogo. Este, apesar de ter calma e paciência suficiente para fazer a saída de bola, não é propriamente um armador e ficou extremamente sobrecarregado.

Além disso, tampouco foram eficientes as jogadas pelas laterais (também como foi previsto por este blogueiro) e o Figueirense teve que se contentar em marcar o time corintiano e correr atrás da bola.

Muito graças a displicência do time paulista e da boa atuação do goleiro Ricardo (o qual tem substituído muito bem o titular Wilson), o resultado do primeiro tempo foi apenas 1 a 0 e permitiu ao alvinegro do Estreito ter ainda chance no jogo.

Veio o segundo tempo e Argel não modificou o time. Apesar disso, como fez nas duas primeiras rodadas do Brasileirão, liberou o time mais para o ataque. Assim, mesmo que sem jeito, o Figueira tentou agredir mais o Corinthians.

Com mais jogadas pelas alas, principalmente pelo lado esquerdo, o Figueira ganhou força e resolveu arriscar mais.

Apesar da expulsão do estreante Anderson, o Figueira não mudou seu ímpeto e já com Aloísio no lugar de Ronny (que foi apático no jogo) conseguiu um belo gol numa jogada que começou pelo lado direito da defesa alvinegra e, com bons passes, conseguiu ir até a ponta esquerda e finalizar com o iluminado Caio (que ontem jogou melhor do que nos primeiros jogos).

Argel escalou mal o time, teve sorte do Corinthians ser um time burocrático que depende muito da bola aérea para fazer gols e não ter tido força para aumentar o placar no primeiro tempo.

O Figueirense mostrou-se um time sem saída de bola, algumas vezes utilizando-se de chutões (os quais não aconteciam desde 2009) e isso é preocupante.

Novamente, ressalto a importância de utilizar os laterais para auxiliar na saída de bola, bem como da presença de um verdadeiro terceiro homem de meio-campo, o qual auxilie na saída de bola, arme o jogo e apareça no ataque como elemento surpresa.

Como dito antes, Argel precisa acordar. Futebol não é apenas marcação e precisa de bom passe de bola para um time evoluir. 

O modo como o Figueira jogou ontem teve um meio-campo inexistente, visto que era composto por 3 volantes marcadores e um meia-atacante que é muito mais driblador do que armador.

Torceremos para que o Botti recupere-se logo e possa entrar, ou que o treinador alvinegro olhe mais para Wilson Pittoni. Nada contra o bom volante Jackson, que joga muita bola e é facilmente o primeiro suplente de Túlio e Ygor, mas não é sua função armar o jogo.

Assim que ajeitar o meio-campo, tenho certeza que tanto defesa como ataque terão mais tranquilidade para se arrumarem.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Jogo ruim, resultado bom.

O Figueira saiu do Rio de Janeiro hoje com um empate no bolso. Pelos prognósticos pré-campeonato, certamente foi um resultado bom, pelas situações do jogo, nem tanto, mas, querendo ou não, foi um empate contra o Fluminense/Unimed - um time que mesmo jogando com o 5º e 6º atacantes reservas ainda tem poder ofensivo.

Quanto ao Furacão do Estreito, o jogo foi ruim, jogamos mais de 45 minutos com um jogador a mais e o time ainda mostrou muitos defeitos e falta muita coisa para ser um time de futebol de verdade.

Se, contra o Náutico a raça do time foi aplaudida, no restante do campeonato isso apenas não bastará.

O Figueirense peca, para começo de tudo, na compactação do seu time. Os jogadores jogam distantes, os passes ficam complicados e há pouca visão de jogo no meio campo.

Devido à descompactação do time, a marcação fica terrível, os jogadores estão longe dos adversários e há pouca pressão nos atacantes do aversário.

Além disso, a movimentação do time ainda está muito lenta, tendo uma saída de bola deficiente e um contra-ataque inexistente. Mesmo tendo a velocidade de Caio e Roni no ataque, bem como a técnica de Júlio César, a bola pouco chega e, quando chega, chega mal organizada e sem auxílio de elementos surpresas (laterais e volantes).

Dificulta em muito a saída de bola do time a falta de qualidade do meio-campo, apesar da boa vontade de Túlio, Toró e Ygor, estes não possuem a devida técnica. Acabam por segurar demais a bola, raramente realizam boas viradas de jogo e têm sérias deficiências no passe.

A composição do meio-campo é, exatamente, outro problema. Quando não há outra opção, colocar 3 volantes com muita raça e disposição é uma boa saída, mas isto não pode virar regra. É necessário criar qualidade na meia cancha, fazer a bola girar e distribuir o jogo e isso não é função de volante.

Se ainda não há um jogador específico para a posição, que se aproveite de Fernandes ou Luis Fernando, ainda lembrando que há o jovem Guilherme Lazaroni no elenco que poderia ser aproveitado nesta posição.

Com a pouca velocidade dos volantes, o time tem dependido muito da velocidade e dos chutões feitos na direção do Ronny. Este é um jogador de boa qualidade e drible, mas sozinho "não fará verão". 

Felizmente, apesar de todos os erros, o Figueira novamente conseguiu, suado, um bom resultado. Dependeu do talismã Caio que, mesmo apagadíssimo no jogo, foi capaz de fazer um bonito gol. Além disso precisou da sorte do fraco, porém esforçado, Pablo, que, mesmo com todas as suas deficiências, acertou um bom chute e contou com o desvio do adversário.

Acredito serem necessárias muitas mudanças ainda. O time tem qualidade, mas precisa ser treinado e precisa ser bem posicionado taticamente.

Apesar de ter jogado com um a mais, o resultado não deixa de ser bom. Foi um ponto importante e agora faltam 41 pontos para evitar o rebaixamento.